Homem teria sido torturado por supostos seguranças a serviço de criador de gado em Amambai, provocando revolta entre os povos nativos
Autoridades paraguaias estão cobrando investigações mais aprofundadas sobre a morte de um jovem indígena que teria sido torturado por supostos seguranças, vindo a falecer depois em um hospital. O fato teria ocorrido no último sábado em um estabelecimento rural na cidade de Amambai, Brasil.
O indígena que pertence ao grupo étnico Kaiowá Guarani foi severamente espancado por um grupo de homens que, segundo fontes dos indígenas seriam seguranças a serviço de um criador de gado na área rural da cidade de Amambai, a aproximadamente 60 quilômetros de Ponta Porã.
Depois do fato, ele foi levado a um hospital e, horas depois teve sua morte foi confirmada, segundo Digna Morilla, especialista indígena do Distrito Judicial de Amambay.
O jovem, cuja identidade ainda não foi revelada, teria sido identificado como suspeito em um caso de roubo de gado na área e que a pessoa afetada teria decidido executá-lo.

Esclarecimentos
Organizações indígenas de direitos no Paraguai emitiram declarações condenando o incidente e pedindo que a justiça seja feita. Nesse sentido, o povo Pai Tavyterã, os especialistas indígenas, bem como a Articulação Nacional Indígena para uma Vida Digna (ANIVID) Paraguai se manifestaram.
Integrantes do setor indígena solicitaram a intervenção de organizações internacionais para acelerar a investigação, esclarecer o crime e fazer justiça.


