Bolsonaristas querem impeachment do ministro por suposta atuação no caso do Banco Master e CPMI sobre a fraude financeira
oposição “interrompeu” o recesso parlamentar para pressionar o Congresso Nacional pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pela abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre a fraude do Banco Master. O pedido de afastamento do magistrado foi apresentado nesta segunda-feira (2912) pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder do bloco oposicionista.
“Não é o Congresso que suspendeu o recesso, mas a oposição, para tocar o processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, por causa do caso do banco Master. Esse é um caso diferente, abalou a república do Brasil. Nossa meta é ultrapassar o maior número da história, que são mais de 150 deputados e mais de 40 senadores”, afirmou Gilberto Silva, em coletiva de imprensa, no Salão Verde da Câmara.
O escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, alvo de denúncia de fraude.

O ministro Alexandre de Moraes já acumula ao menos 43 pedidos de impeachment desde 2021. Neste ano, a oposição tentou afastar Moraes por conta da atuação dele no inquérito da trama golpista, pelo qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado à prisão. Agora, o bloco bolsonarista viu no escândalo do Master uma frente de desgaste para o ministro. É nesse momento que Gilberto Silva acredita que poderá contar com maior apoio do Congresso.
“Queríamos protocolar o pedido [de impeachment] hoje, mas parlamentares que queriam participar já tinham feito programações. Por causa do recesso, vamos colher o maior número de assinaturas. Já estamos com 114, mas queremos chegar a 200 em fevereiro. 14 senadores assinaram até agora”, disse o líder da oposição.



