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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

The Economist: STF está envolvido em ‘enorme escândalo’

Revista britânica aponta que caso Master reacendeu debates sobre a conduta dos membros do Supremo

“Tudo começou com um banqueiro que gostava de supermodelos e jatos particulares”, assim descreveu a revista The Economist ao reportar como o Supremo Tribunal Federal se viu envolvido num “enorme escândalo” no Brasil. A revista britânica destacou que o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, “não foi o único a tremer na base” após a sua prisão e a liquidação da instituição por fraude, dadas as ligações com políticos de todo o espectro político e com os magistrados da alta cúpula do país.

A Economist ressaltou que o caso Master “reacendeu os debates no Brasil sobre a conduta dos membros da mais alta instância judicial do país”, o Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque, na análise da revista, alguns dos magistrados “mais poderosos do mundo mantêm uma relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política”.

Ao citar os questionamentos sobre ministros do STF, a revista destaca que tal repercussão pode impulsionar a direita (que nutre “especial animosidade” pela Corte) nas eleições ao Senado e o discurso, de parte desses candidatos, em prol da abertura de processos de impeachment contra ministros.

Dias Toffoli é mencionado 12 vezes, com referências ao investimento de uma pessoa ligada a Vorcaro no resort do qual a família do ministro era sócia, no Paraná, e ao relatório da Polícia Federal que apontou mensagens entre o magistrado e partes do processo do qual era relator. Sobre Alexandre de Moraes, citado 11 vezes, a Economist destacou o elo do Master com a mulher dele, Viviane Barci.

“O colega de Toffoli no Supremo Tribunal, Alexandre de Moraes, também está em apuros. Quando surgiram provas de que a esposa de Moraes, que é advogada, havia recebido um contrato incomumente vago e lucrativo para representar o Banco Master, Moraes abriu uma investigação contra funcionários da Receita Federal por vazamento de informações confidenciais”, disse.

A Economist pontuou, ainda, a iniciativa do presidente do STF, ministro Edson Fachin, de articular um código de conduta para a Corte.

“Os senhores Toffoli e Moraes reagiram imediatamente. Ambos afirmam nunca terem julgado um caso com conflito de interesses e que a adoção de um código de ética é desnecessária”, afirmou a revista.

No texto, a revista lembra que o STF foi responsável por julgar os atos golpistas, mas ponderou que a atuação não é imune a críticas.

“Mesmo defendendo a democracia, o tribunal tem se mostrado mais intransigente, por vezes interpretando críticas a seus membros como um ataque à própria democracia”, diz o veículo.

Fonte: InfoMoney


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