Em seu pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Zé Teixeira (PSDB) cobrou a necessidade de atitudes reais em defesa da comunidade indígena de Mato Grosso do Sul. De acordo o parlamentar, as comunidades indígenas da região de Dourados estão abandonadas e passam por necessidades, dependendo de doações e da boa vontade de produtores rurais para resolver problemas simples, como de infraestrutura e manutenção de maquinários, não resolvidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Zé Teixeira ressaltou que “pelo governo, o índio não tem liberdade de produzir, o índio é manipulado para votar na esquerda, exemplificando a situação: “Ontem eu dei uma bomba para compressor, do meu bolso, para o trator da Reserva Indígena de Dourados, porque não tem um tostão na Funai para consertar o equipamento, não tem semente na Funai, e assim o índio vive miseravelmente de cesta básica.
O deputado cobrou diretamente seu colega parlamentar, Zeca do PT, dizendo que “se tirar a “fazendeirama” (termo usado de forma pejorativa por Zeca), se tirar o produtor rural, aí é que o índio vai passar fome; se não tiver a nós para pagarmos os 40% de imposto, isso é a forma de tutelar de um governo que tem uma Funai falida que não dá um tostão”, alertou.
Zé Teixeira aproveitou para cobrar, já que Zeca do PT informou que vai a Brasília tratar da questão com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos e com Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil. “Dou os parabéns e vossa excelência, indo a Brasília, leve o meu apoio e fale com o Boulos, fala com a Gleisi, ajuda os índios, porque o responsável pelos índios é o Governo Federal”, enfatizando que “os índios são tutelados por ele, o índio usa a terra da União e não é tratado como brasileiro, porque não tem direito de ser proprietário, não tem direito de trabalhar, não tem direito de crescer, não tem dinheiro de comprar um carro”. O parlamentar lembrou ainda, ao finalizar, que “lá em Dourados tem uma extensão de uma universidade particular para formar o enfermeiro, advogado, o contador; isso é que o Índio quer, do que o índio precisa”, afirmou em seu pronunciamento.



