33.3 C
Dourados
segunda-feira, 6 de abril de 2026

Chikungunya: Somando área urbana e aldeias – mais de 2.500 casos confirmados

Números demonstram que o mal está em ascensão apesar do combate firme e bem desenvolvido pelos órgãos competentes

Curva epidêmica por data de início de sintomas sugere grande quantidade de casos suspeitos de Chikungunya nas últimas semanas, com predominância desses casos na fase aguda da doença.

O informe epidemiológico tem como objetivo apresentar a situação atualizada da transmissão de Chikungunya no município de Dourados/MS, a partir da consolidação de dados provenientes do sistema de notificação do município de Dourados, Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL/MS) e do Sistema de Informações de Agravo de Notificações (SINAN Dengue online). Os dados passam por análise crítica, mas podem sofrer atualizações conforme novas notificações e encerramentos de casos.

Os últimos dados, apresentados nesta segunda-feira (06/04) mostram:

● Casos prováveis: 2.690

● Casos confirmados: 1.387

● Casos descartados: 528

● Casos em investigação: 1.831

● Total de notificações: 3.746

● Taxa de positividade: 72,43%

● Taxa de ataque/10001: 10,2

Dourados tem uma população estimada, segundo dados do IBGE 2025, de 264.017 habitantes. A curva epidêmica reflete que existe o avanço da Chikungunya ao longo das semanas epidemiológicas desse ano, totalizando 3.746 notificações, indicando que a epidemia ainda continua em ascensão.

Nas semanas 13 e 14 observamos a queda dessa curva, mas esse número ainda pode estar refletindo o atraso na atualização dos dados, fenômeno que pode ocorrer em situação de epidemia e sobrecarga nos serviços, bem como a informação que ainda está sendo gerada pois trata-se da semana atual.

Curva de positividade dos casos

A curva de positividade da Chikungunya em Dourados manteve-se em níveis extremamente elevados (entre aproximadamente 72% e 79%) ao longo do período analisado, o que indica intensa circulação viral. Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso. Organismos internacionais como a World Health Organization indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada, reforçando que os níveis observados no município são extremamente altos e compatíveis com cenário epidêmico.

Atendimento da UPA

Acompanhando o número de atendimentos diários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nos últimos 15 dias, observamos que o número de pacientes teve um aumento em 23 março e dessa data em diante a média é de 449,7 atendimentos, enquanto a média nos dias anteriores era de 302. É importante observar esses dados e acompanhar ao longo dos dias para entendermos a sua relação com o aumento de casos de Chikungunya.

Internações em hospitais

As internações atuais de casos suspeitos e casos confirmados estão assim distribuídos: Hospital Porta da Esperança (06); Hospital Universitário HU-UFGD (24); Hospital da Cassems (04); Hospital Regional (06); Hospital Unimed (03); Hospital da Vida (01); e Hospital Evangélico Mackenzie (02), num total de 46 internações.

Óbitos

Até agora foram confirmados cinco óbitos provocados pela Chikungunya em Dourados, estando outros dois sob investigação.

Indígenas (Território Polo base de Dourados)

As informações disponibilizadas pelo Informe Epidemiológico Diário, da Sala de Situação de monitoramento do surto de Chikungunya nas aldeias do polo, considerando dados provenientes de sistemas oficiais e ações de busca ativa em campo.

As informações mostram que a situação epidemiológica nas aldeias apresenta 1.608 casos prováveis; 1.115 casos confirmados; 388 casos descartados; tendo ainda 493 casos em investigação. O total de notificações soma 1.996 ocorrências. Estão registrados nas aldeias 227 atendimentos hospitalares.

É extremamente importante e fundamental a participação de cada um combatendo e não dando condições para a procriação de larvas e novos mosquitos Aedes Aegypti em casa, quintais e terrenos baldios.

Leia também

Últimas Notícias