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quarta-feira, 8 de julho, 2026

Neno Razuk tem prisão decretada pela Justiça

Ex-parlamentar recorria em liberdade da condenação em primeira instância por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho

A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão do ex-deputado estadual Neno Razuk (PL), nome político de Roberto Razuk Filho, no âmbito da Operação Successione. A decisão tramita sob sigilo, mas foi confirmada pelo Campo Grande News, que apurou a existência do mandado judicial.

Neno Razuk já havia sido condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Até então, o ex-parlamentar respondia ao processo em liberdade enquanto recorria da sentença.

Em maio deste ano, após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Com a saída do cargo, deixou de contar com as prerrogativas institucionais da função, entre elas o foro por prerrogativa de função para processos relacionados ao exercício do mandato.

Além da condenação já imposta, o ex-deputado também figura como réu na quarta fase da Operação Successione, deflagrada em 25 de novembro de 2025. Na ocasião, foram presos Roberto Razuk, pai de Neno, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, irmãos do ex-parlamentar.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os três integram o chamado “núcleo duro” da organização investigada.

A Operação Successione apura a prática de diversos crimes, entre eles organização criminosa, roubo, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.

Durante as investigações, as forças de segurança apreenderam mais de 700 máquinas de apostas, armas de fogo, munições e mais de R$ 270 mil em dinheiro. Conforme o MPMS, documentos financeiros também apontam a aquisição de bens móveis e imóveis em nome de terceiros como forma de ocultar a origem dos recursos.

Fonte:  Aline Santos/Campo Grande News

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