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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Avião vindo da Venezuela é interceptado pela FAB sem plano de voo em Terra Yanomami

Aeronave não tinha autorização para estar no espaço aéreo brasileiro, foi abordada por caças brasileiros e piloto acabou fazendo pouso forçado em pista de terra, fugindo em seguida


Avião vindo da Venezuela é interceptado pela FAB sem plano de voo em Terra YanomamiA Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na manhã desta sexta-feira (19/12), uma aeronave modelo Cessna 182P que ingressou irregularmente na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), sobre a Terra Indígena Yanomami, no Norte do país, em Roraima. A ação integrou as operações de vigilância e controle do espaço aéreo brasileiro.

Na operação, foram empregados Caças A-29 Super Tucano e uma aeronave de alerta aéreo antecipado E-99, sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). A aeronave suspeita foi detectada pelos radares do Sistema Brasileiro de Defesa Aeroespacial (SISDABRA).

De acordo com a FAB, o avião interceptado voava sem plano de voo e com matrícula não identificada, o que motivou a adoção das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), conforme previsto no Decreto nº 5.144, que regulamenta a atuação contra tráfegos aéreos ilícitos.

Avião vindo da Venezuela é interceptado pela FAB sem plano de voo em Terra YanomamiDurante a interceptação, os pilotos da FAB realizaram reconhecimento visual e tentativas de comunicação por rádio. Após essas ações, o piloto da aeronave suspeita optou por efetuar um pouso forçado em uma pista de terra, localizada a cerca de 15 quilômetros ao sul do município de Amajari, aproximadamente 60 quilômetros de Boa Vista (RR).

Na sequência, a FAB empregou um helicóptero H-60 Black Hawk para executar as Medidas de Controle no Solo (MCS). No local, a aeronave foi encontrada abandonada, apresentando avarias estruturais decorrentes do pouso forçado. O piloto não foi localizado.

A operação faz parte da Operação ZIDA 41, cujo objetivo é coibir voos irregulares e atividades aéreas ilícitas, por meio de ações integradas entre a Força Aérea Brasileira e os órgãos de Segurança Pública, reforçando a soberania e a segurança do espaço aéreo nacional.

Fotos: COMAE

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