Corretor de commodities Siloé Rodrigues de Oliveira teve a condenação ampliada para quatro anos e um mês de reclusão em regime semiaberto
A Justiça Federal aumentou a pena de um dos réus da Operação Grãos de Ouro após reconhecer a utilização de empresa de fachada para sonegação fiscal milionária. O corretor de commodities Siloé Rodrigues de Oliveira teve a condenação ampliada para quatro anos e um mês de reclusão em regime semiaberto.
Inicialmente, ele havia sido condenado a dois anos e quatro meses em regime aberto por movimentar mais de R$ 91 milhões em 2019 sem recolher os tributos devidos. O aumento da pena ocorreu após recurso do Ministério Público Federal ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que acatou os argumentos da acusação.
A decisão original havia sido proferida pelo juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande. O recurso foi relatado pelo desembargador Nino Toldo, cujo voto foi seguido pelos demais integrantes da 11ª Turma do TRF3.

Empresa de fachada e movimentação milionária
De acordo com a denúncia, a conta bancária que movimentou R$ 91.209.500,19 estava em nome da empresa Rodasa Comércio de Cereais e Transporte Ltda, aberta em agência de Dourados. Apesar da movimentação expressiva, a firma não possuía estrutura física, veículos ou funcionários.
Fonte: Pauta Diária




