Secretaria Municipal de Saúde segue estratégias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) e intensifica trabalho em bairros com maior incidência, mobiliza 81 agentes e aposta em tecnologia que pode reduzir em mais de 66% a proliferação do mosquito
A Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), intensificou as ações de enfrentamento à chikungunya com a instalação de armadilhas contra o mosquito Aedes aegypti em regiões com maior incidência de casos na área urbana. A estratégia prioriza bairros com alta concentração de confirmações da doença, reforçando o monitoramento e o controle do vetor. Todas as ações estão sendo definidas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pelo prefeito Marçal Filho para estruturar o enfrentamento da Chikungunya.
Somente nas últimas ações, as equipes atuaram em 1.314 imóveis, com registro de 15 focos do mosquito. Também foram identificados 196 imóveis fechados e 28 com possibilidade de notificação. Ao todo, 83 criadouros foram tratados. As ações abrangeram diversos bairros, como Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Progresso, Jardim Água Boa, Jardim Guaicurus, Harrison de Figueiredo, entre outros. Além disso, 531 imóveis passaram por borrifação com máquina costal, enquanto 157 quarteirões receberam aplicação de inseticida através do carro fumacê.
O trabalho de fiscalização também resultou na geração de 132 notificações, com previsão de outras 180, além de 427 autos de infração e 24 multas em processo de emissão. Ao todo, 81 agentes estão envolvidos nas ações, que incluem ainda visitas a pontos estratégicos, como floriculturas, borracharias, cemitério, ferro velho, além de atividades de educação em saúde, como a realizada no distrito de Panambi.

Como reforço no combate ao mosquito, o município iniciou a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), enviadas pelo Ministério da Saúde. As armadilhas funcionam como recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida. A fêmea do mosquito é atraída, entra em contato com o produto e, ao buscar outros criadouros, acaba disseminando o larvicida, eliminando larvas e pupas. Estudos da Fiocruz apontam que a técnica pode reduzir em mais de 66% a proliferação adulta do mosquito.
Dourados já recebeu 200 armadilhas e 155 unidades foram instaladas em bairros como Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana e Parque das Nações I e II. A previsão é que o município receba até mil armadilhas nos próximos dias. Os equipamentos permanecem instalados nos imóveis e passam por manutenção a cada 30 dias, com substituição do material.
A Prefeitura reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito, mantendo quintais limpos, eliminando recipientes com água parada e permitindo a entrada das equipes de saúde nos imóveis para inspeção e orientação.
Ao apresentar sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações (pés, mãos, tornozelos e pulsos), manchas vermelhas na pele, dor de cabeça e dores musculares, é fundamental procurar atendimento médico. As unidades básicas de saúde em Dourados atendem das 7h às 11h e das 13h às 17h, sendo as unidades como como Idelfonso Pedroso, Maracanã, Parque do Lago II e Jóquei Clube, até às 19h. Já as unidades Seleta e Santo André funcionam em horário estendido, das 18h às 22h.



