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terça-feira, 14 de abril de 2026

Força-Tarefa do COE reforça ações contra Chikungunya em bairros e nas aldeias

Equipes coordenadas pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, estão trabalhando por regiões, inclusive aos sábados e domingos, para conter o avanço da doença tanto nos bairros de Dourados quanto na Reserva Indígena

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença no perímetro urbano do município, divulgou números que demonstram as ações da força-tarefa formada por agentes municipais, estaduais e federais no combate ao mosquito Aedes aegypti e na atenção primária de saúde das pessoas. Os trabalhos continuam diariamente, inclusive com agentes de combate à endemias e agentes de saúde atuando nos sábados e domingos.

Todas as pessoas que buscaram atenção em saúde foram atendidas, seja nas UBS, na UPA 24h, no Hospital da Vida e demais hospitais que formam a rede de apoio. “Nenhum paciente ficou sem atendimento e ninguém deixou de ser internado por falta de vagas nos hospitais de Dourados, de forma que o trabalho segue firme, ainda que determinado grupo esteja mais preocupado em atacar os serviços de saúde para garantir reserva de mercado do que ajudar nesse momento de epidemia”, enfatiza Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.

Números do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública apontam, por exemplo, que no dia 11 de abril, sábado passado, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses estavam nas ruas dos bairros de Dourados, com ações na Comunidade Vitória, Jockey Clube, Assentamento Santa Felicidade e  imediações. Naquele dia, foram vistoriados imóveis, realizados tratamentos químicos em depósitos e aplicado inseticida com Leco em 98 quarteirões dos Jardim Ouro Verde, Residencial Esplanada e imediações.

Os agentes de combate às endemias também instalaram Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) em diversos bairros para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Grande parte das EDLs, que são armadilhas com larvicidas contra o mosquito, recebidas do Ministério da Saúde foram instaladas em bairros como o Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória e imediações.

Na segunda-feira (13) os agentes concentraram os trabalhos nos bairros Água Boa, Izidro Pedroso, Vista Alegre, Terra Roxa, Jequitibás, Guaicurus, Vila Vieira, Campo Dourado, Santa Maria, Parque das Nações II, Canaã IV, Vila São Braz, Jardim Maipú, Canaã 1, Jardim Maracanã, Ouro Verde, Monte Líbano, Piratininga, Centro VII, Vila Delfus, Vila Planalto, Vila Progresso, Portal, Centro IV, Jardim Girassol, Vila Aurora, Jardim Tropical, BNH III Plano, Altos da Monte Alegre, Vila Maxwell, Jardim  Universitário, Jardim Primavera, Vila Popular, Estrela Porã, Jardim Flórida 1 e 2, Cuiabazinho, Altos do Indaiá, Vila Amaral, Vila Hilda, Panambi Verá e  imediações.

Em um único dia os 76 agentes vistoriaram 1.554 imóveis e encontraram 80 deles fechados. Foram identificados 13 focos do Aedes aegypti e emitidas 23 notificações para imóveis com potencial de proliferação de focos. Além disso, 37 depósitos foram tratados com aplicação de larvicidas. O Centro de Controle de Zoonoses ainda realizou aplicação de larvicida com máquina Leco em 148 quarteirões do Jardim Pelicano, Jardim Santa Maria, Jardim Colibri, Vival dos Ipês, Vila Arapongas, Altos do Indaiá e imediações.

ALDEIAS INDÍGENAS

As equipes de combate às endemias que atuam no controle vetorial na Reserva Indígena de Dourados realizaram as seguintes ações entre os dias 8 e 13 de abril: 1.343 imóveis trabalhados, com média de 10,4 moradias vistoriadas por cada dupla, além de bloqueio de transmissão com UBV Costal em 2 escolas, 1 UBSI em 2 igrejas e 48 aplicações de larvicidas em residências. Foi empregado ainda o tratamento por Aerosystem em 4 escolas da Reserva Indígena.

Somente na segunda-feira (13), quando os agentes receberam apoio de militares da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e da Defesa Civil, as equipes estiveram em 323 moradias da Aldeia Bororó, onde encontraram 53 imóveis fechados. Foram recolhidos 67 sacos de materiais inservíveis e realizados bloqueios de transmissão com UBV Costal na Escola Indígena Araporã, UBS Bororó 2, em 2 igrejas e em 28 residências, além da aplicação de larvicida com Aerosystem na Escola Indígena Araporã, com 186 aplicações, UBSI Bororó 2, com 39 aplicações.

Força-Tarefa do COE reforça ações contra Chikungunya em bairros e nas aldeias

Ao mesmo tempo em que os agentes de combate às endemias atuavam no enfrentamento ao Aedes aegypti, as Equipes de Saúde trabalhavam no interior da Reserva Indígena em pleno domingo (12). As equipes realizaram, somente na Aldeia Bororó, 31 atendimentos, sendo 30 deles em pacientes com sintomas de Chikungunya, com uma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), 1 remoção para o Hospital Universitário (HU/UFGD) e 11 coletas para investigação da doença.

Já na Aldeia Jaguapiru, também no domingo (12) foram realizados 13 atendimentos a pacientes com sintomas de Chikungunya, com uma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), além da coleta de 9 exames para investigação de diagnóstico da doença. A Defesa Civil também realizou uma busca ativa na Aldeia Jaguapiru, socorrendo um paciente que estava em uma residência remota e encaminhando para atendimento médico adequado.

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