Preso desde o dia 24 de março de 2026, quando se entregou à polícia após atirar e matar o auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, no Jardim dos Estados, na Capital, morreu na madrugada desta segunda-feira (13) o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que completaria 61 anos nesta terça (14/7).
Bernal recebeu alta da Santa Casa na sexta-feira (10), e retornou ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues, porém voltou a passar mal e foi levado de volta ao hospital, sendo internado na ala vermelha da unidade hospitalar, com a pressão arterial muito baixa. Na madrugada de hoje o ex-prefeito veio a falecer, conforme confirmado pela Polícia Militar, que realizava escolta e pelo advogado de defesa, Wilton Acosta.
Alcides Bernal foi internado pela primeira vez no dia 1 de julho, após sofrer infarto no presídio militar. Ele instalou seis stents e a defesa pediu prisão domiciliar, que foi negada. Ele voltou então à prisão na sexta-feira, passou mal no sábado e foi levado de volta ao hospital, vindo a falecer nesta madrugada, após três paradas cardíacas.
Na última sexta-feira, a justiça negou prisão domiciliar humanitária. A defesa alegou que Bernal não teria atendimento necessário para a condição de saúde após infarto. Porém, o juiz respondeu que na casa dele também não teria.
“A afirmação que a unidade não dispõe de UTI, médicos especialistas ou equipes de enfermagem em regime de plantão também não justifica a concessão da domiciliar (prisão)”, avaliou.
O juiz concluiu que o pedido da defesa, “em uma análise superficial, não assegura a substituição da prisão preventiva por domiciliar. Com a decisão, Bernal voltará para o presídio militar após receber alta.
Os promotores da 1ª Vara dos Crimes Dolosos contra a vida e do Tribunal do Juri, Lívia Carla Guadahnim e José Arturo Iunes Bobadilla, já tinham dado parecer contrário à prisão domiciliar, por considerarem que o crime é de extrema gravidade e possui “elevada repercussão social”.
O ex-prefeito foi internado na Santa Casa no dia 1° de julho, após passar mal, logo após o Superior Tribunal de Justiça negar liberdade. Ele passou por procedimento para instalar seis stents e continua internado.
Bernal tentou três pedidos de liberdade na justiça de Mato Grosso do Sul. Em uma das decisões, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, avaliou que não havia fato novo capaz de libertá-lo.
“Não é o fato de o acusado ter mais de 60 anos de idade e ser portador de comorbidade que autoriza, por si só, sua colocação em prisão domiciliar. Tal modalidade excepcional só deve ser concedida pelo juiz quando demonstrado que a unidade penal onde se encontra não oferece tratamento médico consentâneo”, reforçou. Ele também recorreu ao Tribunal de Justiça, mas a 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul também rejeitou habeas corpus.


