Gol dos espanhóis só aconteceu na prorrogação, quando na 20ª finalização Ferran Torres estufou a rede argentina; vitória consagra o futebol de domínio total
Esbarrando principalmente na excelente atuação do goleiro Dibu, a Espanha, com um gol marcado por Ferran Torres no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, venceu a inofensiva Argentina. Durante o jogo, a Espanha chutou 19 vezes, só marcando na 20ª tentativa, enquanto os argentinos só conseguiram chutar três vezes, na base do desespero, nos dois últimos minutos da prorrogação.
Primeiro tempo
Nos primeiros 30 minutos, o jogo de controle da Espanha ficou claramente dominante, mas com poucas chances de gol, se levada em conta a superioridade da seleção europeia, com paciência e toque de bola, mas pouca contundência.
Por outro lado, a Argentina, apresentou muito pouco também e terminou a primeira etapa sem qualquer tentativa de finalização.
Nos minutos finais da primeira etapa, a Espanha ameaçou em triangulação que terminou com calcanhar de Olmo para Oyarzabal, que bateu de primeira para boa defesa de Dibu.
Segundo tempo
A Argentina, que voltou do intervalo com duas substituições – Otamendi entrou no fim da primeira etapa e Paredes no intervalo (saíram Lisandro Martínez e Nico González), tentava respirar em vão no início da segunda etapa. Com poucos segundos, Baeana roubou a bola logo e chutou para o gol.
Scaloni mexeu mais uma vez antes dos 10 minutos de segundo tempo, mas a pressão espanhola não cessava. Olmo chutou com perigo para outra defesa de Dibu. O time de De La Fuente chegou em linda troca de passes duas vezes desde o meio de campo até a área. Otamendi cortou em uma e Montiel em outro lance. Em outra boa subida, Yamal cruzou e Fernan Torres – que substituiu Oyarzabal – cabeceou em cima do goleiro argentino.
De La Fuente colocou Nico Willian e Merino aos 29 minutos. O jogo continuava de um time só, mas faltava eficiência ao controle total da Espanha – foram 13 finalizações, com poucas chances claras.
A única chance argentina veio numa rara troca de passes e cruzamento fechado de Simeone, que Unai Simón pegou bem. Nos acréscimos, Enzo Fernández recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Antes da prorrogação, Yamal bateu falta com perigo, mas Dibu espalmou.
Prorrogação
Com um jogador a mais, a primeira chance espanhola parou em quase milagre de Dibu. Nico Williams não cabeceou em cheio e perdeu a chance. No lance seguinte, Merino girou na área e Williams marcou na sobra, mas o árbitro anulou. Marcou falta de ataque.
O drama espanhol aumentou quando Merino perdeu mais uma chance incrível, a mais limpa da Espanha, em cruzamento de Nico.
Mas logo no primeiro minuto da segunda etapa da prorrogação, depois de 105 minutos de domínio e 19 finalizações, Lamine Yamal cruzou, Nico arrumou e Torres estufou a rede de Dibu, placar que se manteve até o apito final.
“Hoje o destino estava escrito”, disse o herói da final. O jogador do Barcelona foi alvo de críticas na Copa, perdeu chances, inclusive nesta decisão, mas entrou para o livro da história dos Mundiais. Encheu o pé de canhota e deu a segunda estrela a Espanha no seu único gol na Copa do Mundo.




