Em três dias de mobilização, as equipes coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde fizeram ações de tratamento químico em 1.156 casas e identificaram 589 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, sendo que 90% destes focos estavam em caixas d’água, lixos, pneus
O mutirão coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde para combater a epidemia de febre Chikungunya na Reserva Indígena de Dourados vistoriou 2.255 moradias em apenas 3 dias de mobilização. Os trabalhos começaram na segunda-feira (9) e nesta quarta-feira (11) as equipes das secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos da Prefeitura de Dourados, com apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Itaporã, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), contabilizaram 589 focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti, causador da doença.
Em três dias, os 77 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena que participam da operação, fizeram tratamento químico em 1.156 moradias, além de terem realizados borrifações com máquina costal em 43 casas nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Também foram realizadas operações de aplicação de inseticida com dois Lecos, que são nebulizadores de aerosol a frio. “Não estamos medindo esforços para conter o avanço da febre Chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, mas é preciso salientar que a população precisa fazer a parte dela, acabando com pontos de água parada”, enfatiza o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo.
A preocupação do secretário tem sentido. Somente nesta quarta-feira, os agentes de saúde estiveram em 842 moradias e precisaram realizar 508 tratamentos para exterminar 207 focos do mosquitos Aedes Aegypti. O detalhe é que 90% destes focos foram localizados em caixas d’água, garrafas pet, lixos, pneus velhos, vasilhas de água para animais, que ficam espalhados pelos quintais. “O governo federal falha na atenção primária e na prevenção nas aldeias, isso é fato, mas a população precisa cooperar, entender que água parada favorece epidemias como a que estamos vivendo hoje na Reserva Indígena de Dourados”, salienta o secretário de Saúde.
A situação é grave. Apenas no primeiro dia do mutirão de combate à epidemia de febre Chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, foram identificados 171 focos do mosquito Aedes Aegypti durante a vistoria a 664 imóveis nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Desse total, 288 receberam tratamento específico para eliminar larvas do mosquito. Além da eliminação de criadouros, no primeiro dia também foi realizada borrifação com máquina costal em 13 imóveis para reforçar o combate ao mosquito.
No segundo dia de trabalhos, o mutirão vistoriou 849 moradias e realizou tratamento químico em 360 casas, onde foram localizados 211 focos de larvas do mosquito transmissor da febre Chikungunya. Os agentes de endemias apuraram que 90% dos focos estavam concentrados em caixas d’água, garrafas pets, vasilhas com água para animais, lixos e pneus espalhados nos arredores dos imóveis.
Apesar do tempo instável, com chuvas esparsas, os trabalhos continuaram nesta quinta-feira com objetivo de vistoriar o maior número possível de moradias e combater focos do mosquito. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, já são 99 casos confirmados de febre Chikungunya na reserva, além de 183 notificações que ainda estão em investigação.
A Prefeitura de Dourados ressalta que o combate ao mosquito e a atenção primária de saúde nas aldeias são atribuições do Governo Federal, mas, diante da gravidade do problema e da confirmação de epidemia de febre Chikungunya na Reserva Indígena, o município está mobilizando diversas secretárias e órgãos estaduais e federais no mutirão de enfrentamento à doença.



