Estratégia do senador é fortalecer a aliança política no Mato Grosso do Sul
O senador Nelson Trad Filho surpreendeu ao anunciar nesta sexta-feira que não irá disputar a reeleição para o Congresso este ano e que será suplente na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja. Sua decisão atende a orientação nacional do PSD, tendo como estratégia fortalecer uma forte aliança política no Estado. Esta decisão reorganiza a disputa estadual.
Na nota divulgada à imprensa, o parlamentar diz que passa a ser suplente a chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), em articulação que foi construída entre lideranças partidárias.
A decisão de Nelsinho atende a uma orientação da direção nacional do Partido da Social Democrático (PSD), presidida por Gilberto Kassab, e faz parte de uma estratégia para fortalecer uma aliança política em Mato Grosso do Sul. “Atendendo à diretriz estratégica e à convocação da Direção Nacional do PSD, sob a liderança do nosso presidente Gilberto Kassab, tomei a decisão de redirecionar meu projeto de reeleição ao Senado Federal”, afirmou o senador.
O parlamentar reconhece que a decisão não foi simples, tendo colocado os interesses do grupo político acima dos projetos pessoais. “Não dou um passo atrás; dou um passo ao lado para somar forças. Reinaldo representa a continuidade de um trabalho sério, e a minha presença nessa composição garante que a voz, a experiência e a articulação do PSD continuem firmes no centro das decisões por Mato Grosso do Sul”, declarou.
Nelsinho Trad está no primeiro mandato como senador e afirmou que continuará atuando em defesa dos municípios sul-mato-grossenses. Ele destacou que a escolha foi tomada com “consciência tranquila” e em nome da unidade política.
Aliança para 2026
A formação da chapa reúne duas das principais lideranças políticas do estado. Ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad foi eleito senador em 2018. Já Reinaldo Azambuja governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos, entre 2015 e 2022.
Ao confirmar a composição, Nelsinho afirmou que o objetivo é fortalecer um projeto político voltado ao desenvolvimento do estado e manter a participação do PSD nas decisões nacionais relacionadas a Mato Grosso do Sul. “Sigo de pé, jogando pelo time, fiel ao meu partido e, acima de tudo, dedicado a servir à população sul-mato-grossense até o último dia da minha vida pública”, concluiu.
A decisão reorganiza o quadro da disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul e reforça a aproximação entre PSD e PL para as eleições de 2026.
Fonte: g1



