Moeda americana opera em leve queda de 0,15%, a R$ 5,19; Ibovespa avança 0,70%, depois de 10 pregões em baixa
A moeda americana está operando em leve queda de 0,10% sobre o real, cotado a R$ 5,19, nesta terça-feira (18). Como a variação é pequena, o câmbio permanece estável. Na véspera, a moeda americana recuou 0,36%, a R$ 5,20.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), está registrando alta de 0,70%, aos 167,9 mil pontos (às 11h05). No dia anterior, ele fechou em leve baixa de 0,09%, na décima queda seguida do indicador.
O avanço do Ibovespa nesta manhã está sendo impulsionado pelas gigantes Petrobras e Vale. Os papéis da petrolífera avançam 1,20% e os da mineradora, 1,40%. As ações das duas empresas têm grande peso do índice.
Nesta manhã, por outro lado, os investidores continuam atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Hoje, as chances de um acordo entre Estados Unidos e Irã parecem remotas. Teerã voltou a afirmar que o Estreito de Ormuz, por onde circula um quinto da produção mundial de petróleo, seguirá fechado.
Alta do petróleo
Com isso, o preço da commodity oscila, mas com tendência de alta. Às 10h30, o barril do tipo Brent, a referência internacional, avançava 0,35%, a US$ 91,19. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, subia 1,11%, a US$ 85,44.
Juros nos EUA
Como fonte de alívio no cenário internacional, dados expostos pelo Federal Reserve (Fed – o banco central americano) nesta terça-feira mostraram que a produção industrial dos Estados Unidos subiu menos do que o esperado pelos agentes econômicos. O avanço foi de 0,2% em julho sobre o mês anterior, ante expectativa de 0,3%.
As informações econômicas das últimas semanas mostram uma desaceleração da economia americana. Houve perdas de empregos e a inflação apresenta um quadro moderado. Nesse cenário, avaliam os investidores, caem as projeções de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos.
Turbulências
Os mercados de câmbio e ações no Brasil também parecem se afastar nesta terça-feira da última grande fonte de turbulências, disparada na semana passada. Ela ocorreu com a veiculação de uma análise do JPMorgan, na terça-feira (11).
Na ocasião, o banco americano rebaixou a recomendação de investimentos no Brasil de “overweight” (equivalente a “compra”) para neutra. A avaliação, a grosso modo, partiu do pressuposto de que a corrida eleitoral acentuará a volatilidade dos ativos no país.


