A Prefeitura de Dourados divulgou, na manhã deste sábado (2/5), com a situação atualizada da transmissão de Chikungunya no município de Dourados/MS, a partir da consolidação de dados provenientes do sistema de notificação do município de Dourados, Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL/MS) e do Sistema de Informações de Agravo de Notificações (SINAN Dengue online). Os dados passam por análise crítica, mas podem sofrer atualizações conforme novas notificações e encerramentos de casos.
Os dados, apresentados neste sábado mostram:
● Casos prováveis: 5.332
● Casos confirmados: 2.892
● Casos descartados: 2.187
● Casos em investigação: 2.440
● Total de notificações: 7.519
● Taxa de positividade: 56,9%
● Taxa de ataque/1001: 2%
Dourados tem uma população estimada, segundo dados do IBGE 2025, de 264.017 habitantes. Observamos pico da diminuindo sensivelmente nas semanas posteriores, o que nos indica que a epidemia ainda está em curso. A diminuição do número de casos notificados na semana 13 muito provavelmente está relacionado aos dias de feriado. Estamos na semana epidemiológica 17 e número de casos computados se refere ao acumulado da semana.
Estratificação dos casos notificados
Os dados da estratificação dos casos notificados em população indígena e não indígena apontados na figura 2 nos informa que entre as semanas epidemiológicas 10 e 12 temos a predominância dos casos notificados na população indígena e a partir da semana 13 há uma inversão e observamos a predominância na população não indígena, nos indicando que os casos agudos de Chikungunya atualmente estão acontecendo principalmente no território urbano do município.
Positividade dos casos
A curva de positividade da Chikungunya em Dourados ainda se mantém em níveis elevados (entre aproximadamente 57% e 65%) ao longo dos últimos 15 dias, de acordo com os laudos já liberados e computados, o que indica intensa circulação viral. Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso. Organismos internacionais como a World Health Organization indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada, reforçando que os níveis observados no município são extremamente altos e compatíveis com cenário epidêmico.
Atendimento da UPA
Acompanhando o número de atendimentos diários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nos últimos 15 dias, observamos uma média de 427 atendimentos diários. É importante observar que a média anterior ao período da epidemia de Chikungunya era de aproximadamente 300 atendimentos dia. Esses dados podem indicar aumento da demanda em virtude inclusive da quantidade de casos agudos notificados nas duas últimas semanas em território urbano, quando observamos os dados de notificação estratificados em indígenas e não indígenas. Apesar de serem dados gerais de atendimento, podem estar implicados à epidemia.
Internações em hospitais
As internações atuais de casos suspeitos e casos confirmados estão assim distribuídos: Hospital Porta da Esperança (09); Hospital Universitário HU-UFGD (12); Hospital da Cassems (06); Hospital Regional (02); Hospital Unimed (02); Hospital da Vida (01); e Hospital Evangélico Mackenzie (02), num total de 34 internações.
Indígenas (Território Polo base de Dourados)
As informações disponibilizadas pelo Informe Epidemiológico Diário, da Sala de Situação de monitoramento do surto de Chikungunya nas aldeias do polo, considerando dados provenientes de sistemas oficiais e ações de busca ativa em campo.
As informações mostram que a situação epidemiológica nas aldeias apresenta 1.519 casos prováveis; 790 casos confirmados; 327 casos descartados; tendo ainda 729 casos em investigação. O total de notificações soma 1.846 ocorrências.
Estão registrados nas aldeias nove casos com internados confirmados e 202 atendimentos hospitalares.
Há que se ressaltar que, é fundamental a participação de cada um para que não exista condições para a procriação de larvas e novos mosquitos Aedes Aegypti em quintais e terrenos baldios.



