Diante das incertezas que se colocaram no projeto de Flávio Bolsonaro (PL) após a revelação de conversas e encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) considera natural que seu nome seja ventilado como potencial pré-candidata à Presidência da República.
Porém, a senadora afirmou que sua prioridade é o projeto pró-Senado e que a articulação sobre a Presidência não depende dela. “Eu acho que tudo é especulação. Eu já disse o meu posicionamento: tenho um projeto e ele está no Senado Federal. Essas conversas acontecem, é normal, mas não depende de mim, depende do partido”, disse ao Jornal Midiamax durante agenda na Prefeitura de Campo Grande, na segunda-feira (25).
Tereza ainda destacou a necessidade de união da direita. “Já disse isso há alguns meses, que a direita precisa ter um nome que vença o seu opositor, que é o Lula e o PT. Não importa o nome. Pode ser o Flávio, o Zema, o Caiado. O meu não está na roda. Falam do meu nome e fico honrada com isso, mas ninguém é candidato de si mesmo. Isso me deixa até envaidecida, mas ainda tem muita água para correr embaixo da ponte”, disse.
Nesta semana, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) se reúne em Brasília para discutir as eleições deste ano. A informação é do colunista Caio Junqueira, da CNN Brasil. A agenda já estava prevista na pauta da confederação antes da crise na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. No entanto, o encontro deve refletir sobre os impactos da relação entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro no projeto presidencial.
A senadora Tereza Cristina, que foi ministra de Agricultura e Pecuária de Jair Bolsonaro, é um nome defendido no setor produtivo. Na semana passada, o Metrópoles chegou a noticiar uma possível composição de chapa com a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (PL).
No dia 19, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) mobilizou entidades e políticos da bancada ruralista para o ‘Dia do Agro’. O objetivo era garantir a tramitação de pautas do interesse do setor.
Atualmente, 13 temas estão na lista de prioridade dos produtores brasileiros. Um exemplo é o projeto ligado ao seguro rural, amplamente defendido por Tereza Cristina, além das medidas cautelares sobre embargos, espécies de produção, parcerias e arrendamento de imóvel rural, contratos safristas, renegociação de dívidas e segurança jurídica no campo.



