Operação Livia é desenvolvida em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Ceará, Pará (onde ocorreu a prisão) e Minas Gerais (com dois alvos); foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão contra adolescentes integrados à rede e um mandado de prisão preventiva contra um adulto
Visando desarticular uma organização criminosa que utilizava plataformas digitais para aliciar, manipular e submeter crianças e adolescentes a graves formas de violência psicológica, desafios extremos, automutilação e indução ao suicídio, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), deflagrou nesta terça-feira, 4 de agosto, a Operação Lívia. A ofensiva, de alcance nacional, . A ação é coordenada em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o apoio das polícias civis do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará e Ceará.
Os trabalhos investigativos começaram logo após o suicídio de uma adolescente de 13 anos no município de Naviraí, no interior sul-mato-grossense. A atuação integrada entre a DEPCA e o Ciberlab revelou que o trágico episódio não era um caso isolado. A análise de evidências digitais apontou que a morte estava inserida no contexto de um grupo estruturado na internet que mapeava e localizava jovens em situação de vulnerabilidade emocional para exercer um controle psicológico progressivo. No decorrer da apuração, as autoridades identificaram outra vítima em outro estado e encontraram indícios de que mais jovens foram alvo do bando.
Segundo a polícia, os criminosos mantinham atuação permanente em diferentes aplicativos e redes, onde recrutavam os menores e criavam grupos fechados. Após conquistarem a confiança dos jovens, os investigados iniciavam um processo contínuo de coação, isolamento social e humilhações. As vítimas eram submetidas a desafios de crescente violência física e psicológica, além de exigências de exposição degradante para fortalecer o domínio do grupo sobre elas.
Nesta terça-feira, a operação cumpriu simultaneamente seis mandados de busca e apreensão contra adolescentes integrados à rede e um mandado de prisão preventiva contra um investigado adulto. As ordens judiciais foram executadas em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Ceará, Pará (onde ocorreu a prisão) e Minas Gerais (com dois alvos). Duas equipes operacionais da DEPCA de Mato Grosso do Sul foram deslocadas para acompanhar os cumprimentos no Rio de Janeiro e no Ceará. Celulares, computadores e dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia técnica para identificar novas vítimas e outros membros da organização.
Fonte: Capital do Pantanal



