Serra gaúcha pode ter temperaturas abaixo de 0° e Inmet aponta rajadas de vento entre 60 km/h e 100 km/h, com risco de queda de árvores; Dourados deve recebe mudanças do tempo neste final de semana, com forte queda de temperatura
O Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia, está alertando para a frente fria que avança pelo país nesta sexta-feira (8), provocando temporais no Sul do país. De acordo com Inmet, a região está sob alerta de chuvas intensas, tempestades e vendavais, além da chegada da massa de ar polar também derrubar os termômetros na região.
A frente fria avança pelo Rio Grande do Sul enquanto um ciclone extratropical se forma no oceano próximo à costa da Argentina. A combinação desses sistemas deixa o tempo instável em toda a região Sul, com risco de chuva forte, temporais e ventania ao longo do dia.
No Rio Grande do Sul, pelo menos 24 municípios já registram danos em razão do temporal, segundo a Defesa Civil. A cidade de Santa Maria teve 13 residências e uma escola destelhadas. As aulas foram suspensas, e uma unidade básica de saúde precisou interromper temporariamente o atendimento.
Em Porto Alegre, moradores da capital e da região metropolitana ficaram sem energia em razão do temporal nesta madrugada. Há registros de interrupção no fornecimento em bairros de Porto Alegre, como Auxiliadora, Menino Deus, Vila Jardim, Espírito Santo e Santana.
Também há relatos de falta de luz no bairro Cohab, em Camaquã; no bairro Flórida, em Guaíba; no bairro Santa Isabel, em Viamão; e nos bairros Jardim América, Vila Eunice Velha, Imbuí, Vila Veranópolis, em Cachoeirinha.
Também há registros de alagamentos e transtornos em diferentes bairros de Santa Vitória do Palmar. Segundo a Defesa Civil estadual, o município acumulou cerca de 76,6 milímetros de chuva em 12 horas, o que gerou dezenas de chamados ao longo do dia.
Previsão e alertas
No território gaúcho, a chuva ocorre desde cedo e pode vir acompanhada de trovoadas e queda de granizo. Com o passar da manhã, as instabilidades diminuem em parte do estado, mas continuam mais concentradas no Norte, litoral, Região Metropolitana de Porto Alegre e Costa Doce.
Entre Santa Catarina e Paraná, a chuva ganha força principalmente entre o fim da manhã e a tarde. Há risco de temporais no oeste catarinense e também no oeste e sul paranaense. Já entre o fim da tarde e a noite, as pancadas voltam a se intensificar em áreas de Santa Catarina.
As rajadas podem variar entre 40 km/h e 70 km/h em grande parte da região, com picos de até 90 km/h em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O mar fica agitado no litoral gaúcho e no sul catarinense. Junto da frente fria, uma massa de ar polar começa a derrubar as temperaturas e marca o início da primeira onda de frio de 2026. O frio mais intenso deve persistir até o dia 13 de maio em parte da região.
Em Porto Alegre, há chance de chuva entre a madrugada e a manhã, mas o tempo melhora ao longo do dia. A máxima de 25°C ocorre ainda nas primeiras horas desta sexta.
Já em Curitiba, o sol aparece entre nuvens durante o dia e previsão de chuva moderada a forte durante a noite, com máxima de 25°C.
Ciclone bomba
Um ciclone bomba que se forma entre a Argentina e o Uruguai pode provocar uma queda brusca nas temperaturas em alguns estados brasileiros nos próximos dias. O fenômeno, causado pelo encontro de massas de ar frio com ar quente e úmido sobre o oceano, também deve trazer temporais, ventania e risco de geada em regiões do Centro-Sul do país.
De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, o estado pode registrar o dia mais frio de 2026, até o momento, no início da próxima semana.
A previsão é de temperaturas de até -4 °C nas áreas mais altas da serra catarinense, especialmente entre domingo (10/5) e segunda-feira (11/5). Cidades como São Joaquim e Urubici, estão entre as mais suscetíveis ao frio intenso. Em abril, São Joaquim já havia registrado -3,33 °C.
Dourados
Para Dourados a previsão aponta o risco de chuvas intensas e ventos com rajadas fortes, entre 60 e 100 km/h. A temperatura cai bastante, podendo ter piques de até 0°C.
Ciclone bomba
O ciclone bomba é um sistema de baixa pressão atmosférica que se intensifica rapidamente. O fenômeno costuma ocorrer sobre o oceano, quando massas de ar frio encontram ar quente e úmido, criando forte instabilidade atmosférica.
Os principais efeitos associados ao sistema são chuva intensa, ventania, ressaca no mar e avanço de massas de ar frio.
Fonte: g1



